Por que nos consultórios médicos só há revistas velhas?

Acredite, já fizeram uma pesquisa sobre isso:

An exploration of the basis for patient complaints about the oldness of magazines in practice waiting rooms: cohort study

Caso não queira ler a pesquisa na íntegra, segue resumo feito pelo El Pais:

Por que nos consultórios médicos só há revistas velhas? Essa é a queixa recebida de seus pacientes pelo médico Bruce Arroll, da Universidade de Auckland (Nova Zelândia). Um dia resolveu lhes dar a resposta com base em dados científicos. Seu estudo na British Medical Journal demonstra que as revistas de fofoca têm 14 vezes mais probabilidade de desaparecer que as outras. As publicações mais sisudas, como The Economist e Time sobrevivem o mês todo. A média de furto é de uma revista por dia, e a maioria das revistas levadas são as mais recentes, o que explica a queixa dos pacientes.

Extrapolado para um país como o Reino Unido, esse desaparecimento de revistas é calculado em perda mensal de mais de 12 milhões de libras (50 milhões de reais), dinheiro, dizem os autores, que poderia ter melhor uso no sistema de saúde. Como paliativo, Arroll sugere que os consultórios médicos invistam em números velhos da The Economist e da Time.

Estamos com um pé em 2015 e as salas de espera não evoluíram muito, lembro que houve até uma tentativa de substituição das revistas na época do lançamento dos iPads, intenção boa, envelopada numa idéia ruim.

O melhor mesmo é que as pessoas não tenham que esperar, ou esperem o mínimo possível. A revista Science chegou a publicar o resultado de onze experimentos em que os participantes deveriam ficar sem fazer nada por um período de 6 a 15 minutos e o resultado mostrou que as pessoas preferiam tomar choque à ficar ociosas, um cara apertou o botão de choque 190 vezes.

Anúncios

Um comentário sobre “Por que nos consultórios médicos só há revistas velhas?

  1. No consultório, reparei que os jovens ficam no celular, mas os mais idosos gostam de conversar. As velhas revistas são folheadas s/ muito interesse. Levar para casa, algo que jamais pensei que fizessem.

Os comentários estão desativados.