Braun

Meu primeiro contato com a Braun e seu barbeador fantástico foi em 2011, assistindo ao programa Design DNA (no Brasil, O DNA das Coisas), mas gostaria de pular os comentários sobre design de produto apresentados no documentário, destacarei algo anterior e mais importante, que descobri pelo próprio site da Braun:

O seu sonho de um futuro melhor tinha por base o respeito pelos outros: pelos colaboradores e pelos consumidores. Para transformar essa visão em realidade, desenvolveram um conceito empresarial abrangente. Logo no ano de 1951, os irmãos Braun lançaram uma revista interna para os funcionários, rapidamente seguida pelo revolucionário Centro de Saúde Braun e uma cantina moderna, que oferecia refeições nutritivas e de qualidade – tradições que se mantêm até aos dias de hoje.

Por que nos consultórios médicos só há revistas velhas?

Acredite, já fizeram uma pesquisa sobre isso:

An exploration of the basis for patient complaints about the oldness of magazines in practice waiting rooms: cohort study

Caso não queira ler a pesquisa na íntegra, segue resumo feito pelo El Pais:

Por que nos consultórios médicos só há revistas velhas? Essa é a queixa recebida de seus pacientes pelo médico Bruce Arroll, da Universidade de Auckland (Nova Zelândia). Um dia resolveu lhes dar a resposta com base em dados científicos. Seu estudo na British Medical Journal demonstra que as revistas de fofoca têm 14 vezes mais probabilidade de desaparecer que as outras. As publicações mais sisudas, como The Economist e Time sobrevivem o mês todo. A média de furto é de uma revista por dia, e a maioria das revistas levadas são as mais recentes, o que explica a queixa dos pacientes.

Extrapolado para um país como o Reino Unido, esse desaparecimento de revistas é calculado em perda mensal de mais de 12 milhões de libras (50 milhões de reais), dinheiro, dizem os autores, que poderia ter melhor uso no sistema de saúde. Como paliativo, Arroll sugere que os consultórios médicos invistam em números velhos da The Economist e da Time.

Estamos com um pé em 2015 e as salas de espera não evoluíram muito, lembro que houve até uma tentativa de substituição das revistas na época do lançamento dos iPads, intenção boa, envelopada numa idéia ruim.

O melhor mesmo é que as pessoas não tenham que esperar, ou esperem o mínimo possível. A revista Science chegou a publicar o resultado de onze experimentos em que os participantes deveriam ficar sem fazer nada por um período de 6 a 15 minutos e o resultado mostrou que as pessoas preferiam tomar choque à ficar ociosas, um cara apertou o botão de choque 190 vezes.

O cliente, aquele cara lá longe…

Quando as pessoas precisam conversar sobre algo importante, algo realmente importante, é natural que elas se encontrem pessoalmente. Essa é a forma mais rica de comunicação.

Se você quer entender o cliente, aproxime-se dele (fisicamente mesmo). O corpo fala muito, fala bem e é de uma sinceridade absoluta. Descubra o poder silencioso da comunicação não-verbal.